sábado, 12 de agosto de 2017

Bhāvana Namaḥ: Surge o Projeto de Meditação Corporativa do Núcleo de Estudos do Coração da Terra

Diário da Consciência de Si
Iogue em Śuddha Yoga
A proposta do Bhāvana Namaḥ -- Projeto de Meditação Corporativa do Núcleo de Estudos do Coração da Terra é auxiliar grupos, ou forças tarefas, no desenvolvimento de pequenos espaços no ambiente de trabalho, abertos a todas as pessoas interessadas na Ciência da Meditação. Dependendo das especificidades de cada grupo, oferecemos um pouco de literatura, história e contexto cultural, de forma equilibrada e respeitando sempre as necessidades e interesses dos membros, bem como a idiossincrasia e a cultura de cada empresa. Trata-se de disponibilizar aos participantes, e sem nenhum outro pré-requisito de pertencimento, a não ser o compromisso com o ambiente de respeito compatível com os espaços destinados à prática da meditação, uma oportunidade única de aprendizado e participação em discussões e práticas voltadas ao desenvolvimento eco espiritual, tanto do ambiente de trabalho quanto do meio ambiente como um todo. Em princípio, para o primeiro módulo (carga horária sugerida: 12h teóricas e 12h práticas), propõe-se que as atividades sejam semanais e com uma exigência de frequência de 75%.

Não é necessário pertencer a nenhuma instituição religiosa, nem saber sânscrito e conhecer a literatura sagrada, para compreender e praticar meditação. Meditação, por excelência, é uma atividade individual. As práticas coletivas, conforme introduzidas pelo budismo, por exemplo, atendem melhor aos iniciantes e àqueles com dificuldades para encontrar tempo e motivação para a meditação individual. Daí a importância do Sangha (comunidade), uma das três joias do budismo, dos Ashrams, comuns no hinduísmo, e dos Núcleos de Estudos, cujas práticas coletivas, por serem inclusivas e celebrarem o acolhimento e a diversidade, motivam e fortalecem os seus membros.

Não há consenso, nem é simples definir de forma abrangente o que seja a meditação. Contudo, nenhuma prática de meditação é digna deste nome se ela não promover o sentimento de amor e de pertencimento à fonte universal de vida do universo. Não pode ser chamado de meditação nenhum processo que não tenha o amor como a sua base e o seu fundamento. O amor é a lei universal e a base da meditação. O amor e a compaixão acalmam e regulam, naturalmente, a nossa respiração. Representam a verdadeira "técnica" de respiração das práticas de meditação. Daí que todas as técnicas de respiração, simplesmente, são de pouca ajuda, se não estiverem associadas ao sentimento de amor e compaixão, conforme exemplifica o vídeo a seguir:

video

O vídeo acima chama-se "Meditação Minuto", pois não leva mais que isso para se executá-la. Para se tornar um adepto, é necessário começar, nem que seja com um minutinho. Lembra-nos a ancestral sabedoria do oriente que toda longa jornada começa com um simples primeiro passo. Esta é a grande chave para o sucesso de todas as disciplinas: começar, nem que seja com a dedicação de um simples primeiro minuto. E não é diferente com a ciência da meditação.  

Como regra áurea dos trabalhos dos grupos de meditação, vale a máxima de que as pessoas do grupo que consideramos boas, ou nossas amigas, merecem o nosso amor; as outras, contudo, tem que ser vistas como as que necessitam do nosso amor. Bhāvana Namaḥ significa esta rendição (Namaḥ) ao sentimento de amor universal e compaixão (Bhāvana) com todos os seres, bem como o compromisso definitivo de não permitir que se profanem os ambientes e os espaços interiores e exteriores sob a nossa guarda. Por isto, quem vier se juntar ao projeto; venha de onde vier, venha em paz. Adentrando o nosso espaço a exigência é que deixemos do lado de fora todos os hábitos e comportamentos que poderiam ser prejudiciais ao bom funcionamento do grupo. 

Maiores informações estarão disponíveis em breve, logo que o nosso site www.coracaodaterra.eco.br entrar no ar. De qualquer modo, caso você, ou a sua empresa, se sinta atraída por esta proposta, faça contato conosco, dando-nos ciência de que compreendeu e concorda com os princípios acima descritos.

Sobre o Mentor e Facilitador do Projeto de Meditação Corporativa do
Núcleo de Estudos do Coração da Terra

Bhāvana Namaḥ: Surge o Projeto de Meditação Corporativa do Núcleo de Estudos do Coração da Terra
Da Engenharia à Engenharia Reversa do Coração.
Rubens Turci é praticante de Meditação desde 1974, quando aprendeu a técnica de Meditação Pura (Śuddha Dhyāna) diretamente pelas mãos de Sri Vajera, um dos pioneiros do movimento espiritualista e introdutor, nos idos de 1920, das práticas de meditação por toda a América Latina, inclusive o Brasil. É Filósofo, Engenheiro e Sociólogo, especialista em Ciência da Meditação e no Período Épico da Índia, atuando nas interfaces da Filosofia e do Sagrado com o Meio Ambiente e o Ambiente Corporativo. Engenheiro Químico pelo Instituto Mauá de Tecnologia (1976-81), possui Pós-Doutorado em Cultura da Índia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (2009-11). É PhD em Social Sciences / Religious Studies pela McMaster University (2001-07), com diploma revalidado como Doutor em Filosofia pela UFRJ (2009), onde também obteve o Mestrado em Filosofia (1998-00), o Bacharelado e a Licenciatura em Filosofia (1992-97).



Rio de Janeiro, 12.08.17.
(Atualizado em 27.09.17)


(CORAÇÃO DA TERRA: Ciência da Meditação, Filosofia, Meio Ambiente e Eco Espiritualidade)