Sorriso Interior desde 1966: Vegetarianismo, Milo e D. Celina

O que surge primeiro, o sentimento, ou o pensamento? Não saberia responder, mas a experiência pessoal e subjetiva que pretendo compartilhar neste artigo só fará sentido ao leitor que, como eu, parte do princípio que o sentimento tem precedência sobre o pensamento e até mesmo gera o pensamento.  Se me aflora um pensamento é porque em um nível menos consciente eu senti algo. A sede das emoções (ou paixões inferiores) e dos sentimentos parece ficar em um espaço mais sutil da mente, ao qual gosto de me referir, metaforicamente, como o coração. Deste coração vem a força criativa que aciona o pensamento. Ou seja, toda a ação é motivada por um sentimento ou uma emoção que, após aflorar e ser experimentado, fica registrado na mente.

Krishna e Arjuna na Gītā
Em geral, definimos como emoção ao estado afetivo intenso que surge como uma reação visceral e quase instintiva a algum estímulo interno ou externo. A emoção é irracional. Já o sentimento parece revestido de elementos espirituais mais nobres. Envolvem o entendimento e a compreensão, mesmo quando estes sejam desagradáveis. Raiva, tristeza e medo, por exemplo, são sentimentos, ainda que inferiores. Já o ódio, a depressão e o pânico são emoções. Do mesmo modo, a alegria e o amor são sentimentos, enquanto a euforia e a paixão são emoções. Diversos sistemas de pensamento da Índia antiga já dominavam esse conhecimento. Na Bhagavad Gītā, por exemplo, Krishna se vale do Śuddha Yoga para remover Arjuna do seu paralisante estado de tristeza e falta de confiança e coragem, que o desconecta da luz dos sentimentos superiores, que se irradia do seu próprio coração. Krishna trata da ciência do amor e desperta o amor devocional de Arjuna como forma de fazê-lo superar os sentimentos desagradáveis que o paralisam. Quando surge em Arjuna a verdadeira compreensão, ele alcança um estado de graça, fruto do sentimento superior que na Bhagavad Gītā se denomina como śraddhā – a convicção íntima, a bússola, o ardor e a amorosa luz do coração que ilumina e dá foco à razão – e que o liberta do seu estado paralisante. Conforme explica a Bhagavad Gītā, quando um sentimento se transforma em uma emoção como a paixão, a mágoa, o rancor e o ódio, o resultado é a perda do discernimento espiritual e, consequentemente, a autodestruição.  As emoções distorcem a realidade, enquanto os sentimentos superiores nos auxiliam a superar os obstáculos e avançar no caminho de convergência assimptótica para a Consciência de Si.

D. Celina, na varanda de sua casa no Canindé
Feito este preâmbulo, passo agora a descrever o sentimento que me levou a produzir este texto. Na semana passada estive em São Paulo para alguns exames de rotina e decidi ficar por lá durante o final de semana, pois teria consulta no ICESP na segunda (03/04), bem cedo, às 7h.  Na sexta-feira (31/03), após ter realizado o exame de ressonância magnética da face, pensei que, enquanto cuidava da minha “Haṃsa Tattoo”, poderia também visitar alguns familiares e, quem sabe, até mesmo revisitar um pouco da minha história interior. Foi o que fiz. No domingo (02/04), logo após o almoço, fui para o Canindé do Milo e da D. Celina. Quarenta e cinco anos haviam se passado e não conseguiria dizer o quanto esta visita significou para mim, ainda que a D. Celina não morasse mais lá e que não pudesse mais reconhecer todas aquelas faces que haviam moldado a minha infância no número 31 da antiga rua B. O Milo agora mora sozinho no número 29. D. Celina mudara-se, há três meses, para uma pequena fazenda na beira do rio São Francisco, na Bahia com o filho Zezinho. Mudara-se logo após completar noventa anos, quando reunira todos os onze filhos e os muitos netos e bisnetos.

Milo, Zezinho, Rogerio e Davi
Ficamos, então, Milo e eu, a tarde toda atualizando o sagrado daquela atmosfera de um tempo que não existe mais.  Foi um verdadeiro reencontro experimentado no aqui e agora do presente, sem aquela emoção nostálgica de “Those were the days” que costuma acometer as pessoas que envelhecem saudosistas de um passado impossível de se resgatar.  Tinha na memória a indescritível felicidade que sentia quando era criança, ainda que nem sempre existisse razão para isso. Conforme discuto em Sorriso Interior: a Bhagavad Gītā e os germens da Anti-Psicanálise, já tive oportunidade de refletir sobre esse estado de graça e cheguei, inclusive, a reproduzir trechos desta minha única experiência com uma obra ficcional, intitulada Síndrome do Pânico: Aprendendo com a pedagogia da dor (Ed. Litteris: 1998).  Dedicara todo o capítulo 3 do livro para descrever este mesmo estado em que vemos o mundo com os olhos emprestados de Deus. Milo e eu procuramos resgatar isso durante as horas que passamos juntos neste domingo. Estávamos,
Milo e eu neste domingo no Canindé
na verdade, a repassar aquela história real que fica inscrita para sempre no âmago do Ser, totalmente subjetiva, embora a tivéssemos vivido também de forma objetiva. Para descrever o meu reencontro neste domingo com o Milo e o Canindé da D. Celina, vou reproduzir, de forma adaptada, partes do capítulo 3 do livro Síndrome do Pânico: Aprendendo com a pedagogia da dor, intitulado “Felicidade”, pois vejo agora como os anos tornam mais verdadeiras as palavras que escrevera anos atrás e que procuram nos resgatar da perda do paraíso infantil, caracterizado pelo encantamento e autêntico espírito de amizade:
Escrevo a história real que agora leio em mim.  Experimento as dificuldades de tentar manter a mente no coração. A toda hora ela foge. Por vezes parece aceitar conscientemente a tentação de se retirar. Meus pensamentos me levam a concluir que nada disto faz sentido. . .  Compreendo que estou sendo iludido, mas mesmo assim caio vítima desta cilada que já conheço. Permito que a razão sozinha assuma o controle do processo. Abandonando o coração, ela tece estratégias erradas que acarretam equívocos e mais equívocos. Quando me apercebo, o tratamento, que parecia fácil de cumprir, já se tornou algo quase impossível. Então, buscando outra vez a conexão perdida, mergulho até a infância, dezembro de 1965.
– Estou achando esse menino muito estranho.  Fosse outro, não dizia nada, mas o Zelão –  assim vovô me chamava – está muito parado! Dentro de casa?...  Ainda mais dia de Natal!  Parece um pouco amarelo. 
Estava com hepatite. Pegara provavelmente enquanto brincava na lagoa, escondido de meus pais. 
Repouso absoluto. O médico falou que, se você se comportar, no dia do seu aniversário já estará de pé – disse tia Zulmira. – Olha aqui. Você já é um homenzinho, vai fazer nove anos.  Tem que entender!  Re-pou-so, re-pou-so, viu? 
Titia trouxe um radinho que me ajudava a passar o tempo.  Quando minha mãe chegava do trabalho, trazia gibis.  No quarto, apenas os adultos entravam.  Os irmãos haviam ido para a casa de parentes. E assim os dias corriam solitários.  Não demorou muito e eu já sabia o nome de todas as estações de rádio e conhecia as programações.  O que mais tocava era “E que tudo mais vá para o inferno”, do Roberto Carlos.  O quarto ficava no piso superior do pequeno sobrado.  A janela dava para os fundos. O sol da tarde tornava o ar irrespirável de tão quente.  Dali era possível ouvir-se vagamente o movimento da rua.  Rua alegre, principalmente nos finais de semana. 
Certa manhã, sem poder resistir à curiosidade, fui à janela do outro quarto olhar meus amigos brincando.  Ah! que saudades!  Tempo de figurinha e bolinha de gude.  Na pracinha os carrinhos de rolimã e uns poucos ainda soltando pião.  Bicicletas.  D. Celina jogando queimada com as meninas.  Quanta gente!  Dava para ouvir a voz do Milo, do Pelezinho, do Saltinho, do Marcos Nariz, do Quenguinho...  Deviam estar brincando de “polícia e ladrão”.  E o sol?!  Aquela era a rua mais animada do mundo. Quem teria tantos amigos? 
– O Zelão parece bem.  Está comendo direitinho? – pergunta certa tarde para minha mãe a vovó. 
– Ele sempre comeu bem – respondeu mamãe já na defensiva com a sogra.  Tá mais gordinho, com a pele rosada, por causa do repouso. Não passa mais o dia correndo por aí. 
– Você dá carne para eles? 
– Faço sempre que o Rubens traz. As meninas comem, os meninos não.  Deixo que eles decidam.  Na casa da senhora eles comem por causa da insistência... 
– Mas precisa, Hortência!  Eles vão ficar fracos.  Todo mundo come carne.   
Vovó Angelina era italiana e ficara viúva muito cedo.  Vivia a nos paparicar com doces e presentes.  Só não admitia duas coisas: que alguém pudesse viver sem carne e que se falasse mal dos seus filhos. 
– Conheço o Zé, Hortência! Tem palavra de rei, nunca volta atrás. “É de pequenino que se torce o pepino.” Se ele não comer carne agora, quando crescer vai sofrer muito. . .  No exército, quando começar a namorar, quando começar a trabalhar. . .  E se agora tivesse que ficar internado no hospital?  O que iria comer?  Ele vai ficar esquisito. 
O homem tem que aprender a viver sem precisar matar.  Não precisa se alimentar de sangue. 
Até o Cristo ensinou a pescar! 
Os dias passavam e eu não melhorava porque, às escondidas, descumpria o repouso. Os amiguinhos, só os via pelas frestas da janela. Nunca mais brincara sob o sol, suando até molhar a camisa. Não via a hora de viver de novo como antes, sem preocupações, sem regras, só a brincar. Pela janela percebia que as aulas já haviam reiniciado. E a volta do colégio fazia a rua ainda mais alegre. Mãe-da-rua, pega-pega, duro-ou-mole. . .  E já devia estar chegando o tempo de soltar papagaio.  Como era bonito o céu colorido de papagaios! Logo que ficasse bom ia pedir ao Milo para me ajudar a fazer um maranhão-de-caça, de duas cores. Ia preparar a cola e o pó de vidro pra passar na linha vinte e quatro. De manhã ia pra escola, depois teria a tarde toda. . .   
– A hepatite estacionou. Vai precisar de uns vinte dias ainda, pai – disse minha mãe ao vovô que acabara de chegar. – As crianças já não podem mais perder aulas. Que jeito?!  Terão que voltar. Não deixo elas entrarem no quarto. Roupa de cama, talheres, tudo, já lavo separado mesmo. 
– É... e a escola, o Zelão logo recupera. Já mostrou que é capaz – disse vovô enquanto me observava ali na cama. – Você gosta da escola, não gosta Zelão? – perguntou-me como se já soubesse a resposta. 
– Mais ou menos, vô. Acho muito pouco só um mês de férias em julho e três no verão. 
Vovô riu muito: 
– Essa é boa – disse.  – Soube que estava se saindo muitíssimo bem. 
Não escondia a admiração que sentia pelo vovô Edson. Morava na Pompéia num sobrado nobre. Austero paulista quatrocentão, sempre de terno, chapéu e bengala. Parecia-me um homem muito importante. Um metro e noventa, esbelto, tinha um ar digno e era muito culto. Contava-me as histórias do clube Paulistano e sobre o nascimento do São Paulo Futebol Clube. Outras vezes falava-me sobre a revolução de trinta e dois ou sobre a primeira grande guerra. De tudo entendia. Ensinava os netos a serem organizados: um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar. “Por que esses chinelos jogados assim, Zelão” –  dizia.  “Olhe, vou contar-lhe uma coisa. Todas as noites, antes de me deitar, coloco meus chinelos embaixo da cama. Sempre no mesmo lugar, os dois juntinhos, bem retinhos. Assim, sempre sei onde estão; e, se necessito levantar de madrugada, calço-os sem precisar acender a luz. Assim, não molesto sua avó. 
– Esse puxou ao senhor, pai. De todos, é o mais cabeça dura e teimoso; tudo tem que ser do jeito dele... – disse minha mãe. 
Depois, como se quisesse apenas evitar aquele incômodo silêncio que muitas vezes teimava em se instalar, prosseguiu: 
– O senhor esteve com os meninos? –  os meninos eram os irmãos de mamãe. 
– Estive com o Paulo um dia desses. Lá estão todos bem. Ele agora preside o clube de basquete. Esse ano pretende fazer frente ao Sírio. Parece que agora se esqueceu um pouco daqueles amigos comunistas. Quem eu vi também foi sua tia Santa. Antes de retornar ao convento fica uma semana no Pio XI. Está magrinha, passa todo o tempo quase que só rezando. Conversamos muito e conseguimos não concordar em nada. Mas ouvimos muita música . . . Puccini. Ela possui uma versão nova da ‘La Bohème’. A valsa de Musetta no segundo ato está um primor. Ouvimos também Chopin. Você abandonou mesmo o piano, não foi? 
– Tivemos que vender, não lembra? 
Após outro breve silêncio, ela mesma prosseguiu: 
– E o senhor, melhorou do fígado? 
– A macrobiótica foi um colosso. Continuo ainda com o arroz integral, o pão. 
Vovô era um pioneiro. Quando ninguém se preocupava ainda com a qualidade do que se comia, ele, aos oitenta anos, experimentava os alimentos integrais e deixava de lado a maioria dos enlatados. 
– Vô  – eu disse –, também sou macrobiótico. 
– Ele não gosta de carne  – observou mamãe –  e confunde isso com a sua dieta. 
– Ih, filho!  Seu avô já está lhe falando aquelas bobagens de novo – comenta papai que chegara quase sem ser notado. 
– Não, Rubens – rebateu mamãe enquanto todos se cumprimentavam. – Falávamos sobre alimentação. 
– É a mesma coisa –  emendou enquanto se dirigia ao vô: 
– Seu Edson, boa mesmo é a religião católica.  Kardecismo, essas coisas não prestam. 
– Ora essa é boa. Você é católico, é? E desde quando não vai à igreja pedir a bênção para o padre nosso? 
– Isso é verdade.  Não vou mesmo.  Não vou porque a Hortência não vai comigo.  Se ela fosse eu iria também. . .  
Via o mundo com os olhos emprestados de Deus. Hoje só o vejo como projeção das minhas angústias interiores. Do estado de graça infantil, ficou apenas a lembrança. Lembrança que invoco para vir me salvar. 
– Seu Edson – prosseguia papai –, religião é fazer o bem sem olhar a quem. Não adianta discutir religião. Nasci e vou morrer católico. 
– Os olhos da consciência são os olhos com os quais Deus quer que vejamos o mundo. Se esse é o mundo que ele lhe descortina. . . viva-o. Tudo é caminho. Cada um procura e passa pelas experiências de que necessita. 
– O senhor janta com a gente hoje, não janta? 
No Canindé, próximo do campo da Portuguesa de Desportos, na antiga rua B; ali eu cresci. Lá fiz meus primeiros amigos e os vi crescerem. Desde pequeno experienciei a vida em grupo.  A rua era a segunda família. Brincando, aprendi a lidar com as questões reais da vida adulta; brincando, aprendi a solucioná-las. Cresci em liberdade. No final da rua ficava o campinho de futebol: um terreno abandonado pela prefeitura, tratado e conservado por nós. Lá sempre havia lugar para mais um; e tudo se resolvia no “par ou ímpar” ou no “dois ou um”. Da janela do quarto via os meninos passando com a bola. Logo que sarasse, estaria lá também.   
O tempo passava e nada de sarar. Ao contrário, veio a tosse comprida. E vieram meus irmãos, que de mim contrairiam a hepatite. Assim passaram-se mais dois meses. Meus irmãos sararam e retornaram às aulas. Eu não. Quinto mês e a doença se agrava. Junho chega, e com ele o barulho dos rojões e das festas. Tempo de São João. Esse ano não ia procurar lenha para a fogueira. Correr atrás de balão. Balão de duas bocas. . . com lanterna. . .  Não ia ficar no quentinho da fogueira, nem ouvir as estórias do Milo. Saci Pererê, mula-sem-cabeça, bandido-da-luz-vermelha. . .  Não iria sarar. . .  Mas início de julho também veio e finalmente sarei.
Esquema explicativo da Autopoiesis.
Milo e eu passamos ao longo desses cinquenta anos por muitas experiências parecidas. E estávamos agora, ambos superando um câncer. Em comum, a certeza de que a gente só morre depois de cumprida a missão, ou quando pára de avançar. Desde muito cedo compartilhamos desta conexão com a vida que nos permite compreender os rudimentos da linguagem rizomática, fundada na autopoiesis, da natureza. Como se a nossa glândula pineal, ou epífise, estivesse, já na infância, aprendendo a vibrar e se alinhar, tal qual uma bússola, em sintonia com a inteligência cósmica que anima a natureza, fazendo-nos intuitivos, éticos e com uma acurada percepção de acontecimentos sutis. Voltara ao Canindé, na verdade, para descobrir as origens do funcionamento desta antena parabólica que desperta a produção de certas substâncias neurotransmissoras, que estimulam as atividades física e mental, fazendo-nos perceber tudo segundo os olhos do sagrado.  Milo e eu sempre fomos muito amigos e quarenta e cinco anos em nada modificaram o modo conforme captamos, um do outro, o campo eletromagnético que se irradia dos cristais de apatita presentes na pineal. Milo é ainda hoje, extremamente religioso, devoto do Sagrado Coração de Jesus e de Santa Rita de Cássia. Católico de não perder uma missa e rezar o terço duas vezes ao dia.  Já eu segui pela via do espiritualismo e do Śuddha Yoga, mas tenho claro que compartilhamos de estados de meditação e êxtase muito semelhantes, ou seja, descodificamos as informações de nossa antena espiritual a partir da luz que já irradiamos de nossos corações. O que nos identifica e irmana é a melatonina que segregamos em quantidade e de forma muito parecida. 

As circunstâncias da vida fizeram as coisas muito mais difíceis para o Milo que para mim e um olhar desatento diria que nada temos a ver um com o outro. Contudo, por detrás destes véus de Maya, vejo com clareza cristalina a energia vital e a luz deste meu irmão cuja história interior se confunde com a minha própria. Percebemos o mesmo céu da infância porque já cultivávamos, desde crianças, as qualidades mais elevadas e puras dentro de nós. Fui ao Canindé em busca de um pouco da história desse meu despertar para a Consciência de Si, ou seja, para esta consciência espiritual, amorosa e que se nutre dos sentimentos aprendidos nas relações de amizade da infância. Foi esse mesmo anseio espiritual que me levou a me dedicar, por toda a minha vida, a formular o novo paradigma, que percebia fundado na própria natureza, conforme decantado pelo movimento que contagiou o mundo a partir de meados dos anos sessenta com o slogan “Paz e Amor”. Por isto mesmo, o artigo inaugural desta serie do Diário da Consciência de Si tem como título “Blog no ar sob a égide de "Śraddhā Quaerens Intellectum"”, expressão híbrida do sânscrito e do latim e que equaciona o novo paradigma, fundado no sentimento do amor, conforme expresso no Bhāvana.

Próximo texto: Sorriso Interior: A arte de Amar (I)
Texto inicial: Blog no ar sob a égide de "Śraddhā Quaerens Intellectum"

Rio de Janeiro, 07 de abril de 2017.
(Atualizado em 24.05.17)

(Śraddhā: A Chave da Engenharia Interior da Gītā)