A minha tatuagem

Este Diário é a bússola anti-psicanalítica de que me valho para alcançar o porto seguro do Ser.
A cicatriz que carrego no pescoço é a minha "Haṃsa Tattoo", a tatuagem que me indica a presença do sagrado alento vital neste corpo do qual me nutro. Ela me protege e abençoa. Salvou a minha vida e me permite continuar trabalhando pela minha realização e daqueles que me são próximos.  Sempre que caio distraído e necessitado, basta-me lembrar desta sagrada cicatriz e já me alinho, em sintonia e sob o amparo e proteção da Graça Suprema. Ela representa a história de uma iniciação pela dor, como o são  em sua maioria os ritos de passagem -- o maior de todos representado pela própria morte (ritos de Śrāddha).

Esta "Haṃsa Tattoo" expressa minha Ṛṣi-nyāsa -- ou seja, a minha internalização e incorporação (nyāsa) do personagem (no caso o  Ṛṣi) que escolhi para representar o ideal de unificação ao Supremo.


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Texto inicial: Blog no ar sob a égide de "Śraddhā Quaerens Intellectum"

Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2016
(atualizado em 16.12.16)

(Saṁjñā-artham)

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