segunda-feira, 16 de outubro de 2017

024. Cozinhando com o Coração

Vegetarianismo, veganismo e a arte de amar.
Vegetarianismo, veganismo e a arte de amar.
RECEITAS DA SEMANA: Purê de mandioquinha, Acelga com gergelim, Bolinho de arroz, Maionese de abacate, Sopa de cebola

Clique aqui para acessar a relação de todas as receitas

1. Purê de batata baroa/mandioquinha (vegano)

As crianças adoram este purê e ele é muito fácil de preparar. É um ótimo acompanhamento para arroz e feijão ou para verduras refogadas. Por ser facilmente digerida, a mandioquinha é muito indicada para a alimentação de crianças, pessoas idosas ou em recuperação de doenças ou cirurgias. Com ação anti-inflamatória, antioxidante, antifúngica e anticancerígena, a mandioquinha conta ainda com altos níveis de vitamina C, B, K e E, ajudando a manter o corpo saudável, além de previnir doenças como o câncer.

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:
½ kg de mandioquinha
1 batata inglesa (opcional, para dar mais maciez ao purê)
4 colheres (sopa) de azeite
Sal a gosto

domingo, 15 de outubro de 2017

A Arte de Sonhar segundo Bhagavan Das



Por uma destas estranhas circunstâncias da vida, hoje, 15/10/17, Dia do Professor, e data de aniversário de um ano deste Livro Blog, enquanto procurava algum material de Bhagavan Das, a quem considero o precursor do modelo de Universidade Śuddha e Patrono da Universidade do Coração, deparei-me com o seu pequeno livrinho Studies in the Bhagavad Gîtâ by the Dreamer: The Yoga of Discrimination (London, Theosophical Publishing Society, 1902). Bhagavan Das, o guru espiritual que me inspira e acompanha, o grande mestre e precursor do Śuddha Dharma, aquele de cujas noures constantemente me nutro, apresenta-se no título como ninguém menos que "The Dreamer" (O Senhor dos Sonhos), o personagem que aparece no misterioso e pouco conhecido manuscrito intitulado "The Dream Problem" (O Paradoxo do Sonho), onde ele próprio também manifesta-se como um interlocutor. Em essência, este livro trata de uma pessoa que entra conscientemente no estado de sonho e lá encontra vários sábios, dentre eles, Vasishta, com quem discute os conceitos de realidade, estado de vigília, de sonho, sono profundo e transcendência.  Este que dorme, que sonha e desperta, por exemplo, é uma mesma pessoa? Como então não tem consciência de seus sonhos? Seria o mundo dos sonhos real e independente do mundo tal como o experimentamos no estado de vigília? Se este mundo se torna irreal para quem alcança a iluminação, quem nos garante que o próprio estado de iluminação não é apenas um outro tipo de sonho em relação a um estado de ser ainda mais elevado?

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

023. Cozinhando com o Coração

A Ciência da Meditação e a Consciência de Si
Vegetarianismo, veganismo e a revolução do altruísmo.
RECEITAS DA SEMANA: Vegetais ao forno com queijo e nozes, Arroz basmati com açafrão, Hambúrguer de lentilha, Caldo verde,  trufa de batata doce.


1. Vegetais ao forno com queijo e nozes

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:
2 abobrinhas italianas
2 berinjelas
3 tomates maduros sem sementes
2 dentes de alho amassados 
1 cebola picada
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
1 xícara de queijo minas padrão
150g de queijo minas frescal cortado em cubinhos
4 colheres (sopa) de azeite
4 colheres (sopa) de nozes moídas

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Visita de Francisco Barreto ao nosso Grupo de Estudos – Consagração dos Alimentos

Recebemos nesta quinta-feira, 14.09.17, em nosso Grupo de Estudos a visita do Gnana Dhatha Francisco Barreto, idealizador do projeto da Universidade do Coração, que, antes do almoço de confraternização, fez a consagração dos alimentos com a oração do Pai Nosso em aramaico, idioma utilizado por Jesus. Esta oração está gravada em uma pedra de mármore branco na Igreja do Pai Nosso, no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, na Palestina. 

domingo, 17 de setembro de 2017

022. Cozinhando com o Coração


A Ciência da Meditação e a Consciência de Si
Hum... será?  Para saber mais clique aqui.
RECEITAS DA SEMANA: Feijão branco com legumes, Sopa de alho-poró, Tabule de couve flor, Croquete assado de milho, Maçã caramelizada crocante


1. Feijão branco com legumes (vegano)

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

Feijão branco
1 colher (sopa) de azeite de oliva
2 xícaras (chá) de feijão branco (de molho na água por 8 horas)
3 xícaras (chá) de caldo de legumes (ver dicas)
1 ramo de alecrim fresco
1 dente de alho
½ xícara (chá) de cenoura em cubinhos
½ xícara (chá) de salsão em cubinhos
½ xícara (chá) de erva doce (funcho) em cubinhos
½ colher (chá) de sal
2 folhas de louro fresco ou seco

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O Mundo dos Sonhos e as Três Dívidas

Eu iniciei esta série sobre os sonhos com um pequeno artigo (A Presença dos Ancestrais) que fala da importância e a presença sutil em nós mesmos dos nossos ancestrais. Com o vídeo de hoje, gostaria de mencionar outras duas presenças igualmente importantes, na medida em que representam um instrumento para resgatarmos as nossas próprias dívidas. O Ṛgveda (8.32.16; 6.61.1) menciona três débitos (Ṛṇa trayi) que todos temos o dever de pagar durante o decorrer de nossas vidas. Estes débitos, que todo ser humano herda ao nascer, aparecem melhor detalhados no Yajurveda (Taittiriya Samhita:VI.3. 10. 5), descritos como:
(1) Deva ṛṇa, o débito com a esfera das deidades das quais herdamos a nossa própria identidade espiritual;
(2) Ṛṣi ṛṇa, o débito com os sacerdotes, gurus, sábios e santos que nos deixaram como herança cultural o conhecimento espiritual; e
(3) Pitru ṛṇa,o débito com os nossos ancestrais, que possibilitaram o nosso nascimento neste mundo. 
Tais obrigações encontram a sua justificativa na lei do karma. O primeiro débito é quitado por meio do serviço desinteressado a toda humanidade e do atendimento e respeito às Escrituras Sagradas; o segundo, por meio da reverência aos grandes santos, tornando-nos exemplos vivos das suas doutrinas e, o terceiro, prestando tributos aos nossos ancestrais (ritos funerários e homenagens), mostrando consideração pelos nossos familiares e respeito pelos seus valores morais e éticos. Daí o sentido e a importância destas três "presenças".

O vídeo de hoje, portanto, faz referência a minha intenção e compromisso, desde a infância, de quitar esses débitos, por meio do enfrentamento e superação dos meus próprios demônios interiores, os quais impedem o aprimoramento na Ciência da Meditação, herdada dos grandes sábios, e que tem o poder de nos colocar em sintonia com o sagrado.


Rio de Janeiro, 08.09.17.
(Atualizado em 13.09.17)

(Diário dos Sonhos)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Bhagavad Gītā como o Modelo Pedagógico da Ciência da Meditação

“Há dois pássaros, dois bons amigos, que habitam a mesma árvore do Ser. Um se alimenta dos frutos desta árvore; o outro apenas observa em silêncio.” (Ṛigveda 1.164.20)
“Há dois pássaros, dois bons amigos, que habitam a mesma árvore do Ser.
Um se alimenta dos frutos desta árvore; o outro apenas observa em silêncio.”
(Ṛigveda 1.164.20)
O discurso de Krishna na Bhagavad Gītā contém, desenvolvida de forma assistemática e respeitando a psicologia e o estado de confusão e dúvida de Arjuna, toda a Ciência da Meditação, simbolizada na metáfora dos dois pássaros, descrita no Ṛigveda: 
Dois pássaros com belas asas, companheiros inseparáveis, encontraram refúgio e abrigo na mesma árvore. Um deles se alimenta dos doces frutos da figueira; o outro, sem se alimentar, apenas observa... (Ṛigveda: 1.164.20)
As práticas de meditação desenvolvem-se a partir desta metáfora do "pássaro testemunha" (veja aqui um vídeo ilustrativo  do vedanta). A árvore representa o nosso corpo, enquanto os dois pássaros, referindo-se à nossa dupla natureza, material e espiritual, simbolizam o processo de meditação. De um lado, inconstante, imperfeito e finito, o ser corpóreo (natureza humana) permanece em movimento, experimentando de todas as coisas. De outro lado, contudo, estático, perfeito e infinito, o Ser (nossa natureza sagrada; Espírito de Deus em nós) apenas observa e aguarda pelo reencontro – é a este processo dialógico de descoberta e unificação da alma (Jīva, o ser) com o Espírito (Ātman, o Ser) que se chama de meditação. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

021. Cozinhando com o Coração

A Ciência da Meditação e a Consciência de Si
Vegetarianos são eco espiritualistas.
RECEITAS DA SEMANA: Manouche de zatar, Sopa de rúcula, Batata e ervilha, Salada de lentilhas com alho poró e tomate cereja, Risoto de aspargos, Bolo integral de banana com abacaxi.


1. Manouche de zatar (vegana)

Rendimento: 4 a 6 manouches de tamanho médio

Ingredientes:

Massa
½ kg de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento biológico seco dissolvido em água ou 15 g
1 xícara (chá) de água filtrada
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar

Cobertura
150mL de azeite
100 g de zatar

domingo, 27 de agosto de 2017

020. Cozinhando com o Coração

020. Cozinhando com o Coração: Sopa de agrião, Moqueca de palmito, Arroz com açafrão, Abobrinha brasileira no azeite, Trufa de damasco, tâmara e castanha do pará.
Vegetarianos famosos.
RECEITAS DA SEMANA: Sopa de agrião, Moqueca de palmito, Arroz com açafrão, Abobrinha brasileira no azeite, Trufa de damasco, tâmara e castanha do pará.



1. Sopa de agrião (vegana)

Rendimento: 6 porções


Ingredientes:
1 cebola média
4 cebolinhas verdes
2 maços de agrião
½ xícara (chá) de azeite
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
750 mL (3 copos) de caldo de legumes (ver dicas)
250 mL (1 copo) de água
sal a gosto
pimenta (opcional)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A Presença dos Ancestrais


Este vídeo, que abre a série “Diário dos Sonhos”, foi motivado por outro tema sobre o qual já reflito há alguns anos – a presença, ainda que de forma meramente simbólica, dos ancestrais no desenvolvimento de todas as culturas. São as forças do passado que materializam e moldam o presente. Durante o processo de elaboração do meu diário, agora aos poucos transformado neste Livro Blog, passei a perceber a importância destas presenças, que me apareciam com mais realidade e carga emotiva do que as simples lembranças. Daí esta série, que inauguro com um vídeo em homenagem a esta presença dos ancestrais. Faz parte de todas as tradições sagradas o respeito e as homenagens a eles. Afinal, não se ajuda uma comunidade a se desenvolver fazendo-a renegar o seu passado e todo o seu sistema de crenças. Esta lei parece universal e é reconhecida, inclusive, no seio do cristianismo. Jesus jamais negou as leis judaicas.